terça-feira, 14 de maio de 2013

Centro de Agualva-Cacém sem estacionamento


O estacionamento é fundamental como complemento à utilização do comboio, considerando a urbanização dispersa e a falta de qualidade dos transportes rodoviários complementares.

As estações de comboio estão por isso associadas à existência de parques de estacionamento público, cuja gestão foi aliás transferida recentemente para a Câmara Municipal.
A estação de Agualva-Cacém ainda não foi inaugurada. O mesmo acontece com o parque de estacionamento a ela associado, concluído e encerrado há longos meses.
A antiga parcela 18, destinada à implantação de um edifício de uso misto e equipamento, encontra-se pavimentada e tem sido utilizada como estacionamento público desde que o terreno foi expropriado.
No âmbito das obras na estação, parte desse terreno foi entretanto destinado ao parque provisório de transportes públicos rodoviários.
Da parte restante desse terreno, cerca de ¼ é utilizado há anos como estaleiro de obras. Com o atraso sistemático dessas obras, este espaço mantém se vazio e subaproveitado, impedindo qualquer outra utilização, para além da imagem de abandono e degradação que proporciona.
Agora, em 70% do espaço restante foram colocados os divertimentos da Feira de maio, reduzindo o estacionamento público a uma área absolutamente insignificante e manifestamente insuficiente.
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Exmos. deputados
Bem sei que o divertimento é importante, mas os interesses dos moradores e dos utilizadores do comboio não devem igualmente ser salvaguardados? 
Para além do abuso na utilização do espaço, esta até poderia ser compreendida se não existissem espaços alternativos próximos.
Acontece que, apesar da nossa oposição de princípio quanto á utilização do terreno, a uma centena de metros localiza-se a Parcela T (para o qual esteve prevista a construção de um equipamento de saúde), com um terreno pavimentado e vedado que é agora pomposamente designado como terreno multiusos.
Um terreno que para a Câmara serve para a implantação de uma feira de levante, apesar de ilegal e não reconhecida, mas que não serve para a instalação de uma feira provisória de divertimentos.
Um terreno livre e não utilizado, com boas acessibilidades e com o afastamento suficiente das habitações para que o ruído da feira não afete os moradores próximos.
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Exmo. Presidente de Câmara e Exmo. Vereador Pedro Ventura
Qual o motivo para a não utilização deste terreno e para o prejuízo claro dos utilizadores do estacionamento público localizado junto á estação?
Um terreno para o qual, em junho de 2012, a Câmara definiu como destino a entrega à EPMES para implantação de um parque de estacionamento pago.
Repito que nada temos contra os equipamentos de diversão, mas temos tudo a favor do estacionamento, especialmente quando ele é fundamental e inexistente.
A política é a arte do compromisso, da conciliação de interesses distintos e legítimos.
Exatamente o inverso do que aconteceu neste caso, onde os legítimos interesses dos utilizadores do estacionamento foram simplesmente ignorados.
Disse.


Intervenção do deputado municipal Carlos Casimiro - Candidato à União de freguesias de Agualva e Mira Sintra

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