segunda-feira, 1 de março de 2010

Em tempo de crise, a Câmara esbanja dinheiro

CÂMARA PAGA 300 MIL EUROS A MAIS POR TERRENOS

Na passada reunião do dia 10 de Fevereiro, a Câmara Municipal de Sintra aprovou por maioria, com os votos favoráveis da Coligação Mais Sintra e da CDU, a aquisição de terrenos a um particular, no valor total de 1.510.000 euros (um milhão quinhentos e dez mil euros), destinados à construção da futura Escola Básica Integrada da Serra das Minas.
E teriam os Vereadores do Partido Socialista votado favoravelmente esta proposta – já que se trata da construção de um equipamento escolar necessário – não fora o facto de a Câmara Municipal se predispor a pagar mais 300 mil euros (exactamente mais 318.591 euros) do que era devido.
Em causa está a disparidade entre a avaliação efectuada pelo Perito Avaliador do Tribunal da Relação de Lisboa, que conferiu às parcelas de terreno em causa o valor de 1.191.408,92 euros, e o valor (1.510.000 EUROS) que a Câmara de Sintra deliberou pagar.
Trata-se de um encargo superlativo para o Município que não se pode compreender, para mais em tempo de crise económica e sabendo nós a precária situação financeira que a Autarquia vive neste momento.
E tudo isto acontece porque o Executivo, liderado pelo Dr. Fernando Seara, não projectou nem planeou, atempadamente e de forma correcta, a construção desta unidade de ensino. A ausência de projecto impossibilitou o Município de oficiar o Ministério da Educação para que se procedesse à expropriação dos terrenos que, seguramente, baixaria, significativamente, o valor a pagar.
Mais uma vez, os erros de estratégia política e o deficiente planeamento se transformam numa factura pesada para os munícipes de Sintra.

Vereação Partido Socialista

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